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A História da Qabalah  

Posted by Misha'El Yehudá in , , , , , , , , , ,


Dez gerações depois de Noé, Abraão nasceu a seu pai Terach na Mesopotâmia. Terach foi um idólatra que viveu em um reino governado pelo rei Nimrod. Com três anos de idade, Abraão instintivamente sentiu que era ilógico adorar estátuas de madeira e pedra. Sua mente começou explorar, e ao longo do tempo, ele finalmente se convenceu da noção de monoteísmo, um Deus, um Super Ser que é onipotente.


Desde o início, Abraão lutou contra a corrente predominante - um atributo herdado pelos seus descendentes.

Ele foi apelidado de “o Ivri (lit. "o outro lado")”, porque o mundo inteiro estava de um lado e ele estava do outro. Nimrod lançou-o em uma fornalha ardente por causa da sua crença herético, mas ele surgiu milagrosamente ileso de dentro da fornalha, e começou a proclamar suas convicções em público. Abraão foi um grande filósofo, astrólogo e astrônomo. O Talmude ensina que, “Abraão realizou grande astrologia no seu coração, e todos os reis do leste e oeste surgiram cedo em sua porta". Mudou-se para Haran, e com a idade de setenta e cinco, Deus falou com ele pessoalmente pela primeira vez e encarregou-o a abandonar sua terra natal e entrar na Terra Santa. Quando Deus revelou-se a Abraão, uma das primeiras coisas que Ele lhe disse que era seu destino, e que seus descendentes, transcenderam a influência das constelações. Por isso, Abraão não devia estar preocupado com previsões astrológicas.

Foi na Terra Santa, onde ele se encontrou com Malki Tsedek, Rei de Shalem, que era um sacerdote de Deus, o Altíssimo (Gênesis 14:18). Nosso Sábios identificaram Malki Tsedek como Shem, o filho de Noah. Há evidências de que a tradição mística foi ensinada a Abraão por Shem. De acordo com algumas autoridades Abraão é o autor Sefer Yetzirah (O Livro da Formação), uma das obras fundamentais da Qabalah.

O Talmude afirma que Abraão, Isaac e Jacó estudaram na Escola de Mistérios de Shem e Eber. O Talmude ainda proclama que os Patriarcas mantiveram toda a Torá antes que ela fosse dada a Moisés. Como foi isto possível? Os Qabalistas explicam que eles mantiveram a Torá, na sua forma espiritual, pois foi só posteriormente através de Moisés que a instrução da Torá se tornou manifesta no mundo físico. Os Patriarcas, porém, estavam bem conscientes do fluxo espiritual afetado pela observância das mitzvot. O Zohar compara o episódio bíblico de Jacó com as varas, calhas, ovinos listrados com o mitzvah da colocação dos Tefillin. Ambos obtiveram uma emanação divina semelhante, porém após o Sinai, foi a vontade divina que este fluxo espiritual, veio a se manifestar através de um par de Tefillin físicos.

Abraão foi também plenamente consciente da utilização da magia e idolatria que poderiam ser desenvolvidas a partir desses mistérios elevados, e o Talmude afirma que Abraão tinha um tratado de como lidar com idolatria que continha 400 capítulos. Existe também um ensino Talmúdico que explica que Abraão ensinou os mistérios que envolvem "nomes impuros" para os filhos das suas concubinas. Este se baseia no verso, "para os filhos das concubinas que Abraão tinha, deu Abraão presentes, e ele mandou-os embora... às terras do Oriente (Gênesis 25:6)”. Estes dons constam de mistérios ocultos, que se espalharam no leste da Ásia. Não é de admirar que, em muitas das religiões orientais encontramos paralelos para ensinamentos Qabalisticos. Um dos exemplos mais simples e marcantes da transmissão do oculto é que cada criança que conhece um mago usa a expressão "Abracadabra". Essa expressão mágica não é senão uma extensão do aramaico hebraico Abra – eu criarei, k'adabra – como falo (hebraico: Ani bara cmô davar), que se refere ao conhecimento de como criar utilizando letras e nomes documentados no Sefer Yetzirah.

Abraão estendeu o comprimento e a largura do terreno proclamando a sua convicção, e ele foi tão bem sucedido que ele converteu milhares ao monoteísmo. Seu método foi de uma bondade, ele criou uma hospedaria e após alimentar seus hospedes ele os apresentava à verdadeira crença. Abraão converteu os homens e Sarah as mulheres e juntos trouxeram muitas almas sob as asas da Shechinah (Presença Divina).

Este trabalho foi continuado por Isaac, o segundo filho, que nasceu milagrosamente após a circuncisão de Abraão, o que implica que a sua futura Progenía seria circuncidada e iria sobreviver milagrosamente. Isaac exibiu surpreendente contenção e auto-sacrifício no evento da Akedah (o atamento de Isaac). Esses atributos foram para sempre gravados na alma judia. Jacob, o filho Isaac, estudou na Escola de Mistérios de Shem e Eber catorze anos antes que se inicia-se sua perigosa viagem de volta à Mesopotâmia para a propriedade de seu tio Lavan. Sobre esta viagem, durante o sono no lugar que viria a ser o Monte do Templo, ele teve o sonho da escada e os anjos, um sonho cheio de mistérios que a Qabalah explicaria em mais de um capítulo. No exílio ele levanta as doze tribos e, posteriormente, retorna, apenas para ser mais contestado. Eventualmente, ele desce para o Egito, onde ele estabelece uma Casa de Estudo dos Mistérios, onde especificamente instrui seu filho Levi, na tradição, e da tribo de Levi se toma os sacerdotes israelitas. É aqui que o destino foi definido para o bisneto de Levi Moisés, para resgatar os filhos de Israel da escravidão egípcia.



Os Preceitos da Toráh  

Posted by Sofer Ha´Nistar in , , , , , , , , , , , , ,


O Zohar embarca em uma discussão que diz respeito a quatorze e significativos preceitos (mandamentos / conexões) espirituais da Toráh:

(A) O primeiro preceito: Temer ao Creador (não “Criador” pois quem cria, cria gado, animais, etc).

Este é o primeiro passo no desenvolvimento de uma verdadeira conexão e apego à Luz do Creador. Para violar esse preceito está a transgredir os preceitos da Torá. Este preceito está intimamente ligado ao amor, pois o temor mencionado aqui não é o temor por medo, pois não é genuíno, e sim, temor por amor.

(B) O segundo preceito: amar o Creador

Conforme definido pelo Zohar, o verdadeiro amor pelo Creador é incondicional, e não o falso amor baseado na dependencia de receber ou não receber algo em troca, como pregam e ensinam a maioria das religiões e falsas escolas: “Pague tanto, e receba em troca tanto” ou “Você deve fazer o esforço para doar tanto e receberá prosperidade em troca”. Estes ensinos são errados, e não condizem com a Sabedoria do Zohar. Nós devemos amor ao Creador incodicionalmente sem desejar receber nada em troca, e tudo o que recebermos será uma resposta a este amor incondicional.

(C) O terceiro preceito: Constante Conscientização do Creador

O Zohar explica a forma pela qual nós desenvolvemos o evoluir constante da consciência de Deus, incluindo a recitação da oração, Shma Yisrael, que deve ser feita duas vezes ao dia.

“Shem Ayin Yisra´El, Adonai Elohêinu, Adonai Echadddddd” – Baruch Shem Kevod Malchutô Le´Olam Va´Ed.

O terceiro preceito é o seguinte: (1) Para saber que existe um poderoso D´us que governa o mundo. (2) Proclamar Sua unidade corretamente todos os dias, usando os seis pontos superiores - CHESED, GVURAH, TIFERET, NETZACH, HOD E YESOD DE ZEIR-ANPIN. (3) Para unificá-los (os seis pontos) em um conjunto através das seis palavras Hebraicas do Shemá Yisrael. (4) Para orientar a nossa vontade com eles espiritualmente. Portanto, devemos prorrogar a pronúncia da palavra ECHAD (um) para o comprimento do tempo que levamos para pronunciar as outras seis palavras sagradas.

(D) O quarto preceito: Sabendo que tudo está Unificado
O Zohar revela que a percepção da separação e desunião são ilusões causadas pelas limitações da consciência humana. Crença na realidade da separação e fragmentação é a mais potente arma da serpente primitiva, e esta crença é o nosso alicerce para edificar o mal em nossas vidas. Somos instruídos a erradicar tudo o que provoque serparação, que é uma conexão com a Árvore da Penetração do Bem e do Mal.

(E) O quinto preceito: O Estudo da Toráh

O Zohar expõe sobre a suprema importância do estudo da Toráh Sagrada. Aprender traz profunda purificação espiritual, e atrai para nós a luz espiritual e muitas para nossas vidas.

(F) O sexto preceito: Procriar

O ato da procriação literalmente abre as comportas espirituais da Luz no mais Alto Universo. Através deste ato, aquele que adquire a capacidade de produzir crianças virtusas, ele também desperta enormes energias positivas em nosso mundo físico. Este segredo é bem amplo e inclui o conhecimento de escolher o sexo do bebê antes da fecundação e está intimamente ligado com a circuncisão, uma vez que sem a “Marca do Nome Sagrado Na Carne do Homem” ele não poderá produzir filhos justos, mas atrairá almas para sua prole que serão puxadas do lado da impureza da serpente. Falsas escolas ensinam que a circuncisão não é literal, mas um código, e no entanto se utilizam de ferramentas como Talit, Tzitzit, Tefilim, Lã Vermelha, etc, que são literais, mas não realizam a circuncisão porque desta forma terão mais membros em suas instituições, e mais volume de dinheiro adquirido com o pagamento de rituais ou conexões.

(G) O sétimo preceito: realizar a Circumcisão (Brit Milá) no oitavo dia
O conhecimento e a prática deste preceito nos ajuda a eliminar forças negativas de nossas vidas. O sétimo preceito é realizar circuncisão no oitavo dia de vida após o nascimento da criança e eliminar a poluição do prepúcio. Porque esse animal (chayá “alma”), que é MALCHUT, é a oitava tela, em comparação com as outras telas, iniciando-se com BINAH. E essa alma que voa longe e surge a partir dela (biná) deve aparecer e ser atraída para o corpo do bebê antes que o oitavo dia se complete, já que, em si, é o oitavo grau.

Um outro segredo sobre a circuncisão é que, não existem Cabalistas incircuncisos. Pessoas que negam a pratica da circuncisão negam a Toráh, o que é o mesmo que rejeitá-la. Estas pessoas não tem acesso ao “deposito dos segredos” que é o sefirót de Yesod, e estão mentindo no Nome de D´us (O Tetragrama). Além do mais estas pessoas derrubam a letra “Yud” do Nome “Shadai” deixando este Nome Divino com defeito, resultando em “Shed” que significa “Demônio”. Estas pessoas enganam a si mesmas e aos outros, e conduzem vidas ao caos e a destruição.

(C) O oitavo preceito: amar ao “Estranho (Guer)” que vem para ser circuncidado e deseja entrar sob as asas da Presença de Deus (A Shechiná)”.

O Zohar também é referência para aqueles que abraçam o crescimento espiritual e uma verdadeira transformação. Entender este preceito nos dá a capacidade para ajudar outros em seu trabalho de uma verdadeira transformação espiritual.

(I) O nono preceito: Para mostrar misericórdia para os necessitados e sustentá-los com alimentos.

O Zohar discute a importância de uma verdadeira partilha espiritual com os outros. É o doador, que é o verdadeiro receptor, e o receptor que é o verdadeiro doador. Tanto o texto em si e as idéias que ele veicula servirá para despertar o nosso desejo de compartilhar. Chegamos a compreender que a nossa partilha efetivamente beneficia-nos ainda mais do que a pessoa com quem partilhamos. Doando atraímos a Luz do Creador de forma poderosa para as nossas vidas e ainda afastamos o Anjo da Morte. Aqueles que vêem pessoas necessitadas e tendo condições se negam a ajudar trazem escuridão para o mundo e não são verdadeiros.

(J) O décimo preceito: Atar os Tefillin e moldar-se de acordo com a Imagem de D´us.
Atado ao braço esquerdo o Tefillin anule o Desejo egoísta de receber para si mesmo e ajuda a controlar a reatividade. A anatomia humana é como um dispositivo que recebe sintonizando os sinais espirituais do Universo. O lado esquerdo, principalmente o braço, é a antena pela qual a energia espiritual que motiva desejo humano está conectada. Caso contrário, os nossos desejos podem expandir-se incessantemente e tornar-se a raiz de comportamento egoista e intolerante.

Pessoas que tem condições para cumprir este preceito e não o fazem demonstram não amar incondicionalmente ao Creador.

Outro segredo do Tefillin: Ao espelhar o Creador, nós nos aproximamos mais a Ele e de sua luz. Os Tefillin são ferramentas com o poder para completar a nossa essência que nos permite assemelharmo-nos ao Creador e de Sua própria essência. Por força da nossa semelhança e proximidade espiritual, Sua Luz, em seguida, irá começar a ressonar em nossas próprias vidas.

(K) O décimo primeiro preceito: dar dízimo

Os Qabalistas nos ensinam que só através do dízimo e do compartilhar uma porção do lote em nossa própria vida é que podemos realmente proteger e merecer tudo o que possuímos, agora ou no futuro. Através da luz proveniente das letras, palavras e frases desta seção do Zohar, podemos despertar verdadeiro desejo de compartilhar de nós mesmos. Este preceito não deve ser entendido da forma como ensinam muitas falsas escolas e religiões que ameaçam com a punição do inferno aqueles que não “pagam o dizimo (como dizem eles mesmos)”. O Creador não ameaça e não pune ninguém. A punição é um resultado das nossas próprias más ações que despertam sobre nós a lei espiritual de causa e efeito. Devo também deixar claro que este preceito do dizimo só era valido na terra de Yisrael, e portanto não deve ser obrigatória, e por amor.

(L) O décimo segundo preceito: Doar o primeiro dos frutos das árvores
Em todos os domínios da vida, dando a "primeira parte" a chama da luz da verdadeira bênção e atraída para tudo o que resta. É apropriado, portanto, que o nosso primeiro ato ao acordar todas as manhãs deve ser a positiva ligação com Deus, pois este momento é a semente de todo o dia. O resto do dia será a árvore com o esplendor do Creador, já que ela está incluído no âmbito da sua semente. Tudo o que a árvore será já está na sua semente.

Estas palavras nos ajudam a lembrar-se de oferecer a primeira parte do dia para o Creador do Universo.

(M) O décimo terceiro preceito: Para realizar o Resgate Ritual para o Seu Filho e conectar-se ao Poder da Vida.

O Zohar transmite um segredo relativo a um filho primogênito. Quando a criança passa pelo um ritual para separar a criança da força da morte, a criança é então ligada à Árvore da Vida, um reino de infinito deleite e bondade. Porque o primeiro filho nascido é a semente de qualquer e todas as crianças que vão entrar no mundo futuro, esta cerimônia protege todas as crianças nascidas no lar, Este ritual é chamado de Pidion Há-Bem (O Resgate do Primogênito).

N) O décimo quarto preceito: observar o Shabat

Aqui o Zohar apresenta duas idéias. A primeira prende-se com a energia do 7 º dia da semana, que é identificada como a principal fonte de toda a luz e bênçãos para os outros seis dias. O segundo ponto refere-se ao poder do Shabat para remover todos os anjos e decisões negativas que pairam sobre o mundo. Shabat nos permite começar a semana novamente em um estado puro e imaculado. Quando a luz do Shabat já partiu, são as nossas próprias insensíveis e impuras e ações que dão origem a uma nova geração de anjos negativos que liberam devastação em todo o mundo, incluindo nossas próprias vidas.

Lendo e meditando sobre esta seção com um coração puro e mente aberta nos ajuda a conectar-se à fonte de energia do Shabat. É também um meio poderoso para a remoção de anjos negativos e decisões ruins de nossas vidas. Este segredo está conectado também ao ritual da separação (Havdalá) que deve ser recitado para o encerramento de Shabath.